sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Apertar, esbarrar ou tocar....

Perguntou Jesus: "Quem é que me tocou? ...
Alguém me tocou; pois percebi que de mim saiu poder."
Marcos 5:30


Irmãos e amigos, ao ler esse verso me deparei com uma grande verdade, por onde Jesus andava sempre havia uma grande multidão, e Jesus por certo estava no centro da multidão, ai fico imaginando, se Jesus estava cercado de pessoas, e como a bílblia nos diz que a multidão apertava Jesus, por certo muitas dessas pessoas nesse aperto todo logicamente esbarravam em Jesus diversas vezes, mas o que realmente me chama a atenção é que quando a mulher que sofria de uma hemorragia, toca em Jesus, Ele imediatamente para e pergunta: "Quem é que me tocou?" Pedro responde a Jesus com uma visão totalmente humana, "Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? Jesus então torna a dizer: "Alguém me tocou; pois percebi que de mim saiu poder."

Aqui esta a diferença, apertar, esbarrar, estar perto, não significa que vamos receber a benção que precisamos, é necessário ter propósito e TOCAR em Jesus, com fé, crendo que somente um toque e a benção será alcançada.

Então irmão amigos, estajamos pronto a exercitar a nossa fé, e toquemos em Cristo Jesus, pois na hora que tocarmos nEle, com fé, crendo na benção, Ele vai parar e confirmar a benção em nossa vida.

Pense nisso, será que você tem somente apertado, esbarrado em Jesus, talves seja a hora de você tocar em Jesus.

EBD - Lição 09

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)

A Lição 9, do 1º trimestre de 2010, tratará de temas já bastante discutidos em sala de aula, como é o caso do dízimo, das contribuições financeiras e do socorro ou ajuda aos necessitados.

Sempre que estas questões se levantam, dois grupos se colocam nos extremos da discussão.

O primeiro grupo não consideram o dízimo como um princípio bíblico fundamentado na liberalidade, anterior à própria Lei, e por isso uma prática que pode ser mantida na igreja, enquanto o segundo grupo ameaça com as maldições da Lei os irmãos que por alguma razão não contribuem com os dízimos.

O fato é que tanto um grupo como o outro se fundamentam na Bíblia para sustentar as suas posições.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Conscientizar-se de que o princípio da generosidade está fundamentado na idéia de doar e não de ter.
-Compreender que atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico .
-Saber que a graça de contribuir está fundamentada no princípio de que mais "bem-aventurada coisa é dar do que receber.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 8.1-5; 9.6,7,10,11

O conteúdo para subsídio desta lição já foi abordado em outras ocasiões neste blog. Desta formar, sugiro que consultem os textos e comentários dos links abaixo, onde uma ampla discussão sobre o assunto será encontrada:
- MALAQUIAS E O DÍZIMO
- AJUDA AOS NECESSITADOS
- COMUNHÃO DOS SANTOS E COMUNIDADE DOS BENS


3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Três perguntas chaves podem desencadear uma boa aula discussiva. São elas:
- O dízimo é uma prática bíblica restrita ao Antigo Testamento?
- A igreja tem cumprido o seu papel no socorro aos necessitados como deveria?
- Você participa de campanhas de ofertas voluntárias para o socorro aos necessitados?

4. RECURSOS DIDÁTICOS
Quadro, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada: como interpretar a Bíblia de maneira prática e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.
LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4
______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
SCHOLZ, Vilson. Princípios de interpretação Bíblica: introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros literários. Canoas-RS: Ulbra, 2006.
STUART, Douglas; FEE, Gordon D. Manual de exegese bíblica: Antigo e novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2008.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

Boa aula!

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Silêncio de Deus


Tenho observado que quando alguém silencia, fica calado, é porque alguma coisa esta acontecendo ou aconteceu.
Faço uma pergunta; Será que Deus pode ficar em silêncio?
Será que o silêncio de Deus não quer dizer algo para nós?
Muitas das vezes derramamos nossa vida em pranto e Ele se cala, fica em silêncio.
Nos parece não ter resposta, nos parece distante.
E quando você é provado, na moinha é duro de entender o silencio de Deus, voce almeja uma resposta, e nada, só silêncio, mais quando lemos a Bíblia Sagrada e vemos que no livro de Jó 5.18 "Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; Ele fere, e as suas mãos curam".

Sei que as vezes o sofrimento, desespero, lutas que parece não ter fim, e Deus esta em silêncio, você pergunta e Ele não responde, simplesmente faz SILÊNCIO.
Seu silêncio dói, seu silêncio machuca. Mas então o que fazer?
Entender que mesmo no silêncio Ele está trabalhando. É preciso ter confiança e fé que Ele está em silêncio, mas está do teu lado e jamais vai deixar você perecer.

Caro irmão e amigo, já vive momentos assim em minha vida, tudo quieto, quanto mais pedia, mais silêncio, a prova parecia que não iria terminar, porém ao final entendi que Deus sempre esteve ao meu lado e que Deus sempre dá a última Palavra, creia, acredite, Deus esta sempre pronto a nos ajudar, e mesmo quando calado, pode ser apenas um teste, para ver a sua confiança Nele.

Não deixe de crer, e mesmo que seja difícil, não murmure, glorifique a Ele, adore e tenha certesa que a tua benção vai chegar.

Pense com carinho, talves seja essa a tua situação, tenha a convicção, Deus esta em silência, mas Ele já me ouviou e vai me ajdar....

Fique em PAZ...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Repertório fechado



Louvamos a Deus por mais uma grande benção que Ele nos concede, hoje (22/02) fechamos o repertório para a gravação do primeiro CD da irmã Elizabete Beatriz, com quatro canções que já estavam prontas, hoje levamos mais seis canções ao Maestro Leandro Oliveira que dará continuidade ao trabalho e permitindo Deus estaremos lançando esse trabalho ao povo de Deus em meados de abril.

Desde já rogamos a Deus que esse trabalho venha ser um canal de benção a todos quantos ouvirem as canções nele contido.


Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuario; louvai-o no firmamento do seu poder!


Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!


Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!


Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!


Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!


Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor.


Louvai ao Senhor!


Salmo 150



sábado, 20 de fevereiro de 2010

EBD - Lição 08


A Lição 8, do 1º trimestre de 2010, tratará sobre o tema "Exortação à Santificação". Temos aqui uma boa oportunidade para entender biblicamente este assunto tão importante para a igreja.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Compreender a doutrina da santificação na perspectiva bíblica.
-Conscientizar-se da necessidade de buscar a santificação .
-Entender que a santificação precisar ser concebida integralmente.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 6.14-18; 7.1,8-10


O QUE É SANTIFICAÇÃO?

O termo santificação, do grego hagiasmos, "é usado para aludir a: (a) a separação para Deus (1 Co 1.30; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2); (b) o curso de vida adequado aos que assim são separados (1 Ts 4.3, 4, 7; Rm 6.19, 22; 1 Tm 2.15; Hb 12.14). 'A santificação é a relação com Deus na qual os homens entram pela fé em Cristo (At 26.18; 1 Co 6.11), e à qual o seu direito exclusivo é a morte de Cristo (Ef 5.25, 26; Cl 1.22; Hb 10.10, 29; 13.12). A santificação também é usada no Novo Testamento para se referir à separação do crente das coisas e maneiras más. Esta santificação é a vontade de Deus para o crente (1 Ts 4.3), e o Seu propósito em chamá-lo pelo Evangelho (1 Ts 4.7); tem de ser aprendida da parte de Deus (1 Ts 4.4), conforme Ele a ensina pela Palavra (Jo 17.17, 19; cf. Sl 17.4; Sl 119.9), e deve ser procurada pelo crente, ávida e constantemente (1 Tm 2.15; Hb 12.14). Quanto ao caráter santo, hagiosune (1 Ts 3.13), não é vicário, ou seja, a santificação não pode ser transferida ou imputada, trata-se de possessão individual, construída, pouco a pouco, em resultado de obedecer a Palavra de Deus e de seguir o exemplo de Cristo (Mt 11.29; Jo 13.15; Ef 4.20; Fp 2.5), no poder do Espírito Santo (Rm 8.13; Ef 3.16)." (DICIONÁRIO VINE, 2003, p. 969, CPAD).

SANTIFICAÇÃO E ATITUDE EXTERIOR

Ao contrário do que muitos falam, a santificação não é algo apenas de caráter interior. O cristão deve manifestar uma vida santa em toda a sua maneira de viver:

"Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo." (1 Pe 1.14-16, ARA)

Vestir, falar, olhar, tratar, conversar, trabalhar, estudar, passear, sorrir, cantar, negociar, navegar (na internet), blogar, namorar e casar são alguns dos vários aspectos da nossa vida que precisam ser regidos pela Palavra de Deus, para que em tudo procuremos viver diante Dele em santidade.

SANTIFICAÇÃO E ATITUDE INTERIOR

Os escribas e fariseus, apesar da boa intenção, do zelo e da sinceridade de muitos deles, erraram quando deram muitas ênfase aos aspectos exteriores da santificação, negligenciado as motivações, as intenções e outros elementos da vida interior:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade." (Mt 23.25-28)

O texto acima nos revela que a santificação interior deve preceder a exterior, mas, esta última não pode ser negligenciada, além de ser um aspecto visível, natural e concreto da primeira.

SANTIFICAÇÃO INTEGRAL

A busca e manutençaõ de uma santificação integral é exortada em 1 Ts 5.23:

"O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo."

Perceba que na santificação há opração divina (o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo) e humana (tornai-vos santos vós mesmos).

AS CONTRADIÇÕES DA SANTIFICAÇÃO

É exatamente pelo fato de negligenciar o aspecto exterior e interior da santificação, que muitos acabam assumindo uma postura e um discurso contraditório. Dessa forma:

- Vestem-se como santos, mas pensam como ímpios;
- Falam e pregam como santos, mas são incapazes de perdoar ou de buscar a reconciliação com os seus ofensores;
- Oram como santos, mas, na mesma proporção falam da vida alheia com fofocas infundadas;
- Cantam como santos, mas são insubmissos aos pastores e líderes;
- Reunem-se como santos, mas são facciosos e contenciosos.

Essa lista poderia ser maior, mas deixo para você em sua aula aumentá-la.

O cristão que vivencia essas contradições deve procurar mudar de atitude, mediante a "tristeza segundo Deus", que irá gerar arrpendimento para a salvação (2 Co 7.10).

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Eis aqui mais uma boa oportunidade para uma aula bastante participativa. Inicie perguntando para classe o que ele acham que é "santificação". Se tiver um quadro, um álbum seriado ou qualquer outro recurso de escrita disponível, faça uma lista das respostas dadas. Em seguida, numa aula bastante dialógica, organize as idéias dos alunos e acrescente novos saberes. Lembre-se que o objetivo maior da aula é fazer com que os novos "saberes" se transformem em "fazeres", ou seja, transformar conhecimento em atitude prática, em vida cristã autêntica.

4. RECURSOS DIDÁTICOS
Quadro, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
- Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- Dicionário VINE, CPAD.

Boa Aula!

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Oração e Jejum

Irmãos e amigos, é URGENTE a necessidade de estarmos em oração, a bílbia nos recomenda, "Orai sem cessar", os dias são trabalhosos, o inimigos tem atuado de forma tremenda, e se o povo de Deus não estiver firmado, com convicção e autoridade de Deus poderá sofrer reveses em sua jornada, portando nada mais oportuno do que estar participando do Semana Nacional de Oração e Jejum.
Aqui em Cascavel a igreja já esta se mobilizando para que todas as congregaçõe, enfim todo o povo de Deus estaja enganjado nessa campanha.
Por certo a muitos pedidos a serem apresentados a Deus nesses dias, não fique de fora, participe, ore, jejue e convide mais irmãos e amigos a juntos estarmos clamando a Deus, por nosso país, nossos famíliares e pela igreja de forma geral.

Anote ai:
8 a 14 de Março de 2010

Mais informações:

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A porta

Um famoso artista havia pintado um lindo quadro e, no dia de apresentá-lo ao público, convidou muita gente para vê-lo. Compareceram todas as autoridades locais, fotógrafos e muitas outras pessoas, atraídas pela fama do artista.

Chegado o momento, tirou-se o pano que revelava o quadro.

Houve um aplauso caloroso quando foi vista a impressionante figura de Jesus batendo a porta de uma casa. O cristo parecia vivo. Com sua mão e seus dedos longos, parecia querer ouvir se lá dentro alguém responderia.

Muitos discursos, elogios, cumprimentos. Todos admiraram aquela obra de arte.

Um observador curioso, porém achou uma falta no quadro: a porta não tinha maçaneta. Como poderia ser aberta?

– É assim mesmo. Respondeu o pintor. – Esta é a porta do coração humano: só pode ser aberta por dentro.


Que reflexão fazemos desse texto?

O que isso tem a ver com a nossa vida espíritual?

Vivemos em dias difíceis, o mundo corre de uma lado para outro, somente com o intuito de ganhar, crescer, conquistar, e no afã dessa luta o coração do homem fica cada vez mais distante de Deus, vai se fechando, já cansado de ver e viver tantas situações já não se abre para um momento com o seu Criador.


Mas ha algo confortante, Deus continua sempre pronto e que estar perto do ser humano e com muito carinho diz:


"Eis que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com e ele comigo." Ap. 3:19


Amigo, irmão, não deixe Cristo do lado de fora, abra a porta do seu coração e convide-o a entrar, tendo a convicção que a sua vida será bem melhor com Cristo Jesus habitanto em seu coração.

Abraços, tenham todos uma boa semana.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

EBD - Lição 07 parte 02

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)


A segunda parte de nosso subsídio sobre a Lição 7, do 1º trimestre de 2010, tratará sobre o tema "Liderança Servidora".

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Conscientizar-se de que o líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de Deus com espírito voluntário.
- Compreender que o líder na Igreja de Cristo precisa estar pronto para enfrentar as dificuldades inerentes aos ministério.
- Identificar quais são as armas de ataque e defesa de um líder servidor.

2. CONTEÚDO
Texto Bíblico: 2 Co 6.1-10

O QUE É LIDERANÇA?

"Liderança é influência, isto é, a habilidade de uma pessoa influenciar a outros " (SANDERS, 1985, p. 20). Sanders baseia estadefinição de liderança em outros conceitos, como, por exemplo:

"Liderança é a capacidade e desejo de unir homens e mulheres num propósito comum, e o caráter que inspira confiança." (Lord Montgomery)

"Liderança pode ser definida como sendo aquela qualidade, num homem, que inspira suficiente confiança a seus subordinados de modo a aceitarem suas idéias e obedecerem a seu comando."(Almirante Nimitz)

"Há apenas três tipos de pessoas no mundo: aquelas que não se mexem, as que são movíveis, e as que movem os outros." (Li Hung Chang)

"Líder é um homem que conhece o caminho, e sabe manter-se à frente, trazendo outros após si." (John R. Mott)

Em termos de liderança espiritual, a influência é resultado não apenas da personalidade do líder, mas, também, da ação do Espírito Santo em sua vida (Idem, p. 21).

Concordando com Sanders, Maxwell (2003, p. 63) afirma que "A verdadeira medida da liderança é a influência - nada mais, nada meno. Se não tiver influência, nunca será capaz de liderar outros. Em seus livro "Segredos da Liderança: o que todo líder precisa saber" e "Como tornar-se uma pessoa de influência", Maxwell fala-nos dos níveis de liderança (influência) e de como aumentar e desenvolver a nossa liderança. Ele, resumindo afirma (Idem, p. 73-79) que:

- No primeiro nível as pessoas seguem você porque têm de fazê-lo (Influência baseada no título ou cargo que você ocupa);
- No segundo nível as pessoas seguem você porque é o que desejam (Influência baseada num bom relacionamento com as pessoas);
- No terceiro nível as pessoas seguem você em razão daquilo que fez pela organização (Influência baseada nos bons resultados alcançados pela organização);
- No quarto nível as pessoas seguem você em razão daquilo que fez por elas (Influência baseada na habilidade de capacitar e conduzir outros aos crescimento e ao sucesso pessoal, profissional ou ministerial);
- No quinto nível as pessoas seguem você em razão de quem é e do que representa (Influência baseada em anos promovendo o crescimento de pessoas e organizações).

Chiavenato (1999, p. 558) corrobora definindo liderança como "uma influência interpessoal exercida numa dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana para a consecução de um ou mais objetivos específicos."

A liderança não deve ser confundida com a posição ou cargo que se ocupa. É possível ter um cargo e não ser líder, ou seja, não exercer influência positiva.

A LIDERANÇA SERVIDORA

"Liderança Servidora" é um conceito extraído do tipo de liderança enfatizada e demonstrada por Jesus:

"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muito." (Mt 20.25-28, ARA)

A Bíblia da Liderança Cristã (SBB, p. 2007, p. 832), em seu comentário sobre o texto acima afirma que:

"Jesus lhes falou abertametne que seu estilo de liderança está em completo contraste com o do mundo. Ele ensinou que o maior deve ser o que serve. A responsabilidade cresce e os direitos diminuem."

Sanders (Ibdem, p. 9) declara que:
"No início de qualquer estudo de liderança espiritual, é essencial que o princípio mestre, enunciado por Deus, seja compreendido com clareza e obedecido com fidelidade. A verdadeira grandeza, a verdadeira liderança, não é alcançada conseguindo a sujeição das pessoas ao nosso serviço, mas mediante nossa consagração ao serviço às pessoas. Isto nunca acontecerá sem que haja um preço a ser pago. Envolve a necessidade de beber o cálice amargo e experimentar o doloroso batismo do sofrimento. O verdadeiro líder espiritual está infinitamente mais interessado no serviço que ele pode prestar a Deus, e a seus companheiros, do que nos benefícios e prazeres que ele poderia extrair da vida. Seu objetivo é servir á vida, e não aproveitar-se dela."

E ainda:
"ao declarar que a primazia na liderança advém pela primazia no serviço, jesus não tinha em mente meros atos de serviço, porquanto estes podem ser desempenhados por motivos duvidosos. Cristo tinha em mente o espírito de servitude, como quando ele declarou 'Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve´(Lc 22.27)." (Ibdem , p. 17)

Na obra "O Último Degrau da Liderança: descobrindo os segredos da liderança de Jesus", (Wilkes, 1999, p. 22, 30) comenta:

"Para Jesus, o modelo de liderança era o serviço. Ele jamais serviu a si mesmo. Num primeiro momento, liderou como servo do Pai celestial, o qual lhe dera a missão. Se observarmos a vida de Jesus de um nível mais elevado, veremos que tudo o que ele fazia estava a serviço de sua missão. sua missão pessoal era servir, não à sua própria vontade, mas à vontade do Pai. [...] Servo e líder destacam como modelo para aqueles a quem foi confiado o bem-estar de um grupo. os líderes que seguem o exemplo e os ensinamentos de Jesus liderarão primeiro como servos."

O livro " O Monge e o Executivo", campeão de vendas por um longo período no mercador editorial e livresco brasileiro, tem a sua idéia principal fundamentada no modelo de liderança servidora de Jesus. Nele encontramos o seguinte diálogo:

"O pregador de repente exclamou: - Acabo de ter uma pequena revelação e preciso fala. Se bem me lembro, Jesus simplesmente disse que para liderar você deve servir. Acho que você poderia chamar isso de liderança a serviço. Lembre-se, Jesus não usava o estilo de poder simplesmente porque não tinha poder. O rei Herodes, Pôncio Pilatos, os romanos, toda aquela gente tinha poder. Mas Jesus possuía muita influência, o que Simeão chama de autoridade, e é capaz de influenciar pessoas até os dias de hoje. Ele nuna usou o poder, nunca forçou ou coagiu ninguém a segui-lo.

- Simeão, eu preferia ouvir você falar sobre seu próprio sucesso como líder - a treinadora sugeriu. - Como é que você descreveria seu estilo de liderança?

- Devo confessar que é um estilo copiado de Jesus, mas estou feliz por compartilhá-lo com você. Eu o recebi de graça, por isso o darei de graça - ele disse com um sorriso divertido." (HUNTER, 2004, p. 61-62)

O apóstolo Paulo, como bom imitador do Mestre (1 Co 11.1), seguiu o seu modelo de liderança servidora.

Que o Senhor nos ajude a colocar em prática esses princípios.

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Você pode utilizar alguns "Testes de Liderança" conforme os links abaixo para dinamizar a aula, lembrando sempre que a liderança espiritual é um dom de Deus (1 Tm 1.12-17; 2 Tm 1.8-11), mas, que precisar ser desenvolvida:

TESTE: ESTOU NO CAMINHO DA LIDERANÇA?
TESTE DE POTENCIAL DE LIDERANÇA
VOCÊ É UM LÍDER?

4. RECURSOS DIDÁTICOS
Quadro, cartolina, pincel ou giz.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia da Liderança Cristã, SBB.
- Bíblia de Estudo Almeida, SBB.
- 21 minutos de poder na vida de um líder, Thomas Nelson Brasil.
- Como tornar-se uma pessoa de influência, CPAD.
- Liderança Espiritual: os atributos que deus valoriza na vida de homens e mulheres para exercerem liderança, Mundo Cristão.
- O monge e o executivo: uma breve história sobre a essência da liderança, Sextante.
- O último degrau da liderança: descobrindo os segredos da liderança de Jesus, Mundo Cristão.
- Paulo, o líder, Editora Vida.
- Segredos da liderança, Mundo Cristão.


Boa aula!

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Fusca x Placas Indicativas

A paz do Senhor,

Irmãos e amigos, estes dias conversando com alguém me deparei com algo que me chamou a atenção, uma irmã fiel a Deus, um tanto cansada de ver determinadas situações envolvendo pessoas de renome que pregam e cantam, levam muitos pessoas a segui-los, porém vivem uma vida que muitas vezes envorganharia até mesmo pessoas não crentes.
Ao ver isso ela questionou com ela mesma e orou a Deus pedindo a Deus uma resposta, afinal porque tanto escandalo? porque combram tão caro para atender um convite que é para louvar ou ministrar a palavra?

Passado um certo tempo essa irmã teve como ela mesmo define uma "visão" e nesta visão ela era um fusca que seguia em uma estrada em direção ao céu, porém ao longo do caminho ela via muitas placas indicativas, segunda a visão algumas dessas placas eram muito bonitas e de grande aparência. Ela porém era o fusca, que finalmente chegou ao céu. Ao chegar perguntou a Deus, porque fusca? afinal é um carro simples e que muitos não dão valor.
Eis a resposta: "Fusca é como o povo de Deus, o verdadeiro povo, simples e de boas obras"
Porém Deus lhe fez uma pergunta: Voce viu as placas no caminho? voce como ela te indicaram a chegar aqui?
Obviamente ela respodeu que sim, entao veio a resposta da indagação que antes ela fizera.

As placas são muitos que estão ai, pregando, cantando, mas são somente placa, indicam o caminho, mas não seguem no caminho.

O que podemos extrair dessa história?
Realmente tem muitos que não preocupam com a salvação de suas almas, estão recebendo seu galardão aqui nesta terra que um dia será destruida, hoje pregam e pregam muito bem, mensagens que levam muitos a mudar seus pensamentos e convicções, cantam louvores que fazem a emoção aflorar e até mesmo mudar de pensamnetos, e em muitos casos os ouvinte acabam seguiindo o caminho verdadeiro, enquanto os "placas" continuam parados somente indicando o caminho.

Permita Deus, que venhamos estar seguindo pelo caminho, indo em direção a Jerusalém Celestial, que possamos dizer como o Apóstolo Paulo ao Filipensses “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” Fil. 3:14,

Irmãos e amigos, não sejamos placas....

EBD - Lição 07 parte 01

IMAGEM: ENOMIR SANTOS (ANANINDEUA-PA)

Esta sétima lição do 1º trimestre de 2010 dividirei em duas partes. Nesta primeira darei ênfase ao terceiro ponto, no que diz respeito a "Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade".

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-
Conscientizar-se de que a Teologia da Prosperidade pregada e ensinada em nossos dias não se sustenta biblicamente.
-
Compreender que a prosperidade é um ensinamento bíblico, mas, seu ensino levado ao extremo torna-a uma heresia.
-
Identificar um profeta, evangelista, apóstolo, pastor ou mestre da Teologia da Prosperidade.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 6.10

"como constristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo."


1. Antecedentes Históricos da Teologia da Prosperidade

A Teologia ou Evangelho da Prosperidade (ou ainda da Vitória Financeira) tem suas origens nos Estados Unidos, onde por volta dos anos 30 e 40, através dos ensinos de Essek William Kenyon (1867-1948), pastor de várias igrejas na América e fundador de uma denominação própria, ele foi também escritor e radialista (MARIANO, 1999, p. 151). Seus ensinos eram focados na cura, saúde, abundância, prosperidade, riqueza e felicidade pelo poder da mente.

Mariano (idem, p. 152) afirma que Kenyon nunca pregou nem escreveu sobre prosperidade (talvez numa perspectiva doutrinária). Segundo ele, foi o evangelista Oral Roberts quem criou a noção de “Vida Abundante” e deu início à pregação da doutrina e evangelho da prosperidade, prometendo retorno financeiro sete vezes maior que o valor ofertado. Muito interessante, é o fato de que Oral Roberts passou a dar maior ênfase a tal mensagem a partir de 1954, quando ingressar na TV, suas despesas aumentaram consideravelmente. Nos anos 70, nos narra ainda Mariano que Kennet e Gloria Copeland radicalizaram, dando maior projeção ao evangelho da prosperidade, quando prometeram retorno centuplicado dos dízimos e oferta (BARRON, 1987 apud MARIANO, ibdem).

Foi Kenneth Hagin (1917-2003), nascido em McKinney, no Estado do Texas, Estados Unidos, que difundiria amplamente a Teologia da Prosperidade. Conforme Romeiro (1993, p. 15) o ministério de Hagin tornou-se um dos maiores do mundo e sua influência tem se espalhado por muitas partes do globo. Hagin foi um batista que creu nas doutrinas pentecostais, chegando a filiar-se à Assembleia de Deus nos Estados Unidos, vindo posteriormente a sair, para depois de peregrinar por várias igrejas, fundar a sua própria, juntamente com o Instituto Bíblico Rhema, centro divulgador de suas idéias.

No Brasil, segundo Mariano (ibdem, p. 157), a Teologia da Prosperidade iniciou a sua trajetória nos anos 70, penetrando em muitas igrejas e ministérios, em especial: Internacional da Graça, Universal, Renascer em Cristo, Sara Nossa Terra, nova Vida, Bíblica da Paz, Verbo da Vida, Cristo Salva, Cristo Vive, Nacional do Senhor Jesus Cristo, Adhonep, CCHN, Missa Shekinah. Cada instituição e liderança deglutiu, trabalhou e transmutou de diferentes modos as doutrinas desse “novo Evangelho”.

2. A Teologia da Prosperidade como Movimento Doutrinário

Como movimento “doutrinário”, a Teologia da Prosperidade se desenvolveu após os anos 70, encontrando espaço nos grupos evangélicos pentecostais. Sobre isto comenta Pieratt (1993, p. 21):

[...] o pentecostalismo não foi o pai desse novo evangelho, embora talvez possa ser chamado de padrasto, por causa da forma como o abraçou e seguiu seus ensinos. Então, a primeira pergunta que se levanta é por que as denominações pentecostais têm sido mais abertas a esse ensino do que qualquer outro grupo protestante. A resposta parece estar na tendência que elas têm de aceitar dons de profecia e profetas dos dias atuais que afirmam exercer esses dons. Por causa da abertura para visões, revelações e orientações espirituais contínuas fora da Bíblia, cria-se um espaço para a entrada das afirmações do evangelho da prosperidade.

Uma afirmação muito interessante neste enunciado do Pieratt é o fato de que o evangelho da prosperidade não se sustenta na autoridade das Santas Escrituras, mas, na autoridade dos “profetas” da atualidade (ou dos carismas). O motivo disto é a sua fraca sustentação à luz de uma análise exegética e hermenêutica séria e ortodoxa, baseada numa interpretação histórico-gramatical da Bíblia. Observe o que escreveu Hagin: “O próprio Senhor me ensinou sobre a prosperidade [...] recebi isso diretamente do céu.” (in How God Taugh Me About Prosperith, 1991 apud ANKERBERG e WELDON, 1996, p. 32). Em Solving the Mystery of the Miracle Money (Resolvendo o Mistério do Dinheiro Milagroso), Robert Tilton afirma que: “As palavras deste livro não são minhas; são palavras do [...] Espírito Santos [...].” (apud idem, p.33).

Em qualquer época, toda reivindicação de autoridade profética, ou de veracidade da profecia, esteve relacionado à revelação de Deus em seus escritos inspirados:

Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis. (Dt 13.1-4, ARA)

Profecia e teologia devem caminhar de mãos dadas, sendo toda profecia passiva de julgamento (1 Co 14.29) pela teologia (interpretação e sistematização dos mandamentos). A voz de Deus nos mandamentos (texto inspirado), não pode destoar da voz de Deus na profecia (carisma inspirado). Desta forma, teologia e profecia se complementam, em vez de serem entendidas como manifestações antagônicas.

Outro fato digno de nota foi que a doutrina da prosperidade em sua origem, esteve intimamente relacionada à expansão do televangelismo norte-americano:

A origem das doutrinas sobre prosperidade manteve íntima conexão com a expansão do televangelismo norte-americano. Segundo Hadden e Shupe (1987, p. 66-69), em função do aumento da competição entre os televangelistas, o tempo na TV tornou-se muito caro para eles. O custo dos programas subiu mais que a audiência. Pressionados pelas despesas crescentes de seus projetos, que foram se tornando cada vez mais ambiciosos, os televangelistas refinaram as formas de levantar fundos, integrando os apelos financeiros à teologia, que, entre os anos 50 e 60, passou a absorver os ensinos de Hagin. Deste modo, as exigências econômicas do veículo de transmissão da mensagem religiosa acabaram por integrar e, em parte, moldar seu conteúdo. Não é a toa que a Teologia da Prosperidade ingressou no Brasil e se espraiou em diversos segmentos evangélicos por meio dos neopentecostais, justamente os mais ativos difusores do televangelismo entre nós. (MARIANO, ibdem)

Atualmente, no Brasil, o mesmo fenômeno acontece, sendo que o mais grave, é a sua promoção por parte de lideranças com cargos e funções de relevância em Convenções regionais e nacionais de ministros. O caso mais notório é o do pastor Silas Malafaia (atual vice-presidente da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus no Brasil – CGADB), que em seu programa “Vitória em Cristo”, além de anunciar por um bom tempo a “Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira” (Bíblia que promove abertamente a Teologia da Prosperidade ou da “Vitória Financeira”), convidou também o pastor Morris Cerullo (comentarista da referida Bíblia) para participar do seu programa, desencadeando com isto uma campanha de levantamento de ofertas, onde os participantes, com base na autoridade do “profeta de Deus”, contribuiriam com R$ 900,00 (novecentos reais), debaixo de promessas de uma abundante colheita financeira (leia em http://www.altairgermano.com/2009/08/teologia-da-prosperidade-aberta-e.html). O mais grave, é que diante de tais episódios os órgãos oficiais da denominação e Convenção, guardiões e especialistas da sã doutrina, simplesmente silenciaram sobre o assunto.

3. A Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira e Outros Escritos Numa Perspectiva Ortodoxa Pentecostal

Ao fazer uma análise teológica dos comentários da mesma sobre o tema “pobreza” e “Teologia da Prosperidade”, percebe-se alguns equívocos doutrinários, conforme abaixo:

Pobreza é escravidão! Ela amarra as pessoas, impedindo-as de terem as coisas que necessitam. A pobreza leva à depressão e ao medo. Não é a vontade de Deus que você viva na escravidão da pobreza. É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo! É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial, que quebrará as cadeias da escassez e o capacitará a colher com abundância! (Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, introdução xxvii)

Tais idéias são equivocadas pelas seguintes razões:

- Pobreza é escravidão

Pobreza nem sempre é “escravidão espiritual”, aliás, na maioria dos casos trata-se apenas de uma condição sócio-econômica, fruto do pecado, da acomodação, da injustiça social, do egoísmo e de outras mazelas. Você pode ser pobre, e mesmo assim, não ser escravo da pobreza. Você pode ser pobre e ser feliz! João Batista (Mt 3.4), Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8), Pedro e João (At 3.1-6), Paulo (2 Co 6.10) e tantos outros servos de Deus, apesar de pobres não eram "escravos" da pobreza. É preciso lembrar que a riqueza também pode promover escravidão (Mt 6.19-24). Desta maneira, não é a pobreza ou a riqueza em si que torna alguém escravo, mas sim, a forma como lidamos com essas condições sócio-econômicas.

- A pobreza leva à depressão e ao medo

A pobreza "pode" levar alguém à depressão e ao medo, mas não necessariamente. Todos nós conhecemos pessoas que sobrevivem com poucos recursos financeiros, que não são depressivas nem vivem amedrontadas, pois confiam no Senhor que supre todas as nossas necessidades (Mt 6.31-34). Conhecemos também muitos ricos que são depressivos e amedrontados. A própria Bíblia adverte quanto ao males da riqueza mal adquirida e administrada (1 Tm 6.9-10).

- Não é a vontade de Deus que "você" viva na escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo

Você quem? Isso significa que todos os crentes deveriam ser ricos? Você quem? Aquele que comprou a referida Bíblia, ou foi alcançado por seus princípios e ensinamentos? Não amados, nem todos seremos ricos. As razões pelas quais isto não vai acontecer são as mais diversas e complexas possíveis e envolvem fatores sociais, pessoais, espirituais, circunstanciais e outros. Se você contribui com as suas ofertas e dízimos, é trabalhador honesto, se esforça para manter-se qualificado na profissão que exerce, administra com sabedoria o salário que recebe e mesmo assim não alcança a riqueza, não fique triste nem frustrado, contentai-vos com o que tendes (Fp 4.11; Hb 13.5). Seja rico para com Deus (Lc 12.21). Saiba que o mais importante nesta vida não é o quanto você tem, mas o que você é diante do Senhor. Se um dia você ficar rico, dê graças a Deus, se isso nunca acontecer, dê graças a Deus também (1 Ts 5.18).

- É hora de Deus acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza no meio do seu povo

Por qual razão Deus só resolveu acabar com a escravidão das dívidas e da pobreza agora, se os fundamentos deste comentário sempre estiveram na Bíblia? Será que Jesus, Paulo, os demais apóstolos, os pais da igreja, os reformadores, os missionários que experimentaram fome e nudez pela causa do mestre nunca enxergaram isso? Deus os privou desta "visão" (aliás, mais uma daquelas visões que só trazem confusão e promovem heresias no Reino de Deus)? Somos uma geração "especial"? Outra coisa, quem disse que a riqueza acaba com as dívidas? Muitos ricos estão proporcionalmente mais endividados do que alguns pobres. A questão da dívida relaciona-se com a forma com de administrarmos os recursos e não em sermos pobres ou ricos.

- É chegado o momento da liberação de uma unção financeira especial

Percebe-se que se trata de mais uma "unção especial", como foi a "unção do riso", "unção do leão" e outras "unções", todas fruto de uma interpretação bíblica equivocada e tendenciosa, desassociada de uma análise exegética séria e genuinamente cristã (é bom lembrar que boa parte dos argumentos e notas da citada Bíblia está fundamentada no Antigo Testamento em promessas direcionadas para o povo de Israel). Não existe uma "unção especial financeira". O que a Bíblia nos revela é a bondade, generosidade, misericórdia e graça de Deus, que faz com ele derrame abundantemente suas dádivas sobre aqueles que contribuem com alegria e liberalidade, promovendo assim socorro aos necessitados, recursos para a obra missionária, manutenção do trabalho do Senhor e o suprimento de outras necessidades (2 Co 9.6-15).

Observe o comentário abaixo:

Se você estiver carregando um fardo financeiro pesado, Deus o libertará. Ele não quer que você lute semana após semana apenas para suprir necessidades básicas. Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente. (Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira, p. 278)

Algumas coisas precisam aqui ser esclarecidas:

- A ênfase do referido comentário deixa de ser dada ao "fardo do pecado" (Mt 11.28-29) e passa ao "fardo financeiro".

- O comentário afirma que Deus não quer que “lutemos” para suprimento de nossas necessidades básicas, mas que deseja que sejamos ricos. A Bíblia é clara quando diz "[...]trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão" (2 Ts 3.12). Na verdade, o Senhor Jesus nos ensina que não devemos "lutar", no sentido dado pelo comentarista (lutar ansiosamente) por uma simples razão, é o próprio Deus que supre nossas necessidades básicas como comer, beber e vestir:

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.31-33)

- Diz ainda o referido comentário: "Ele quer libertá-lo da ansiedade mental e da preocupação que oprimem sua mente". Ora, não é a riqueza que nos livra da ansiedade, mas, sim, nosso contentamento e confiança em Deus que em todas as coisas e situações nos fortalece:

Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. (Fl 4.11-13)

- É necessário lembrar que ser rico, não é em si mesmo pecado (1 Tm 6.17-19), contudo, uma teologia que prioriza a riqueza na vida do cristão não é ortodoxa nem bíblica.

Observe agora a ligação entre a visão sobre pobreza da referida Bíblia com a Teologia da Prosperidade. Comecemos observando alguns textos escritos ou falas em defesa da Teologia da Prosperidade:

"[...] um outro observou: ' Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac.' Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o Cadilac naquela época - o melhor meio de transporte existente. Os crentes têm permitido ao diabo lesá-los em todas as bênçãos que poderiam usufruir. Não era intenção de Deus que vivêssemos em pobreza. Ele disse que éramos para reinar em vida como reis. quem jamais imaginaria um rei vivendo em estrita pobreza? A idéia de pobreza simplesmente não combina com reis." (HAGIN, p. 48 apud PIERAT, 1993, p. 59)

E mais:

“[...] Filho de Deus, Jesus não andou em pobreza. Leia cuidadosamente a alimentação dos cinco mil. Quando eles viram os cinco mil, literalmente disseram isto. Agora eu sei que os teólogos farão com isso, mas eu não estou tentando impressionar os teólogos. Estou tentando impressionar pessoas que querem saber o que a Palavra de Deus diz. Estou tentando colocar alguma verdade em seu espírito. E você lê a narrativa, e ela literalmente diz: o discípulo disse: “Compraremos comida e alimentaremos todos estes? E eles disseram: ‘duzentos dinheiros seriam necessários para alimentar a todos. Iremos nós comprar a comida?’. Eles tinham o dinheiro na bolsa para alimentar cinco mil, mais as mulheres e crianças. Estou lhe dizendo, Jesus não liderou um ministério de pobreza”. (Jonh Avanzini, gravado em 14.12.91, no programa Beliver’s Voice of Victory, apud ROMEIRO, 1993, p. 42).

Perceba que a citação do texto de Jo 6.7 é tendenciosa e distorcida. A Bíblia Almeida Revista e Corrigida traduz da seguinte forma:

“Filipe respondeu-lhes: Duzentos dinheiros não lhe bastarão, para que cada um deles tome um pouco.”

A Almeida Revista e Atualizada diz:

“Respondeu-lhe Filipe: Não lhe bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.”

A Bíblia de Jerusalém narra:

“Respondeu-lhe Filipe: Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que cada um recebesse um pedaço”.

Na NTLH lemos:

“Filipe respondeu assim: para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata.”

Por fim a NVI relata:

“Filipe lhe respondeu: Duzentos denários não comprariam pão suficiente para que cada um recebesse um pedaço.”

Perceba quem em nenhuma das versões acima o texto passa a idéia, ou expressa claramente que eles tinham tal quantia. O que Filipe faz é simplesmente um cálculo de quanto seria necessário para alimentar a multidão. Mesmo se naquela ocasião eles dispusessem deste valor, não significaria que sempre tinham dinheiro em abundância.

Observe ainda a seguinte declaração:

Deus quer que seus filhos usem a melhor roupa. Ele quer que eles dirijam os melhores carros e quer que eles tenham o melhor de tudo[...] simplesmente exija o que você precisa. (Kennteh Hagin, New Thressholds of faith, 1985, p. 55 apud Idem, p. 43)

Agora compare com o que está publicado como comentário na Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira:

"Jesus veio destruir as obras do Diabo: 'Para isso o Filho do Homem se manifestou: para destruir as obras do Diabo' (1 Jo 3.8). O pecado, a enfermidade, a pobreza e a morte são jugos do Inimigo! Você não tem de ficar amarrado à pobreza! Jesus veio libertá-lo de todo jugo que o Inimigo queira impor sobre você!" (p. 278)

O que há em comum entre os textos citados? A resposta é clara: todos estão construídos sobre os fundamentos da Teologia da Prosperidade. A lógica desta teologia é simples: doença e pobreza são do diabo. Se o Cristão está doente ou vive em pobreza, encontra-se debaixo do "jugo do Inimigo", ou nem é crente de verdade (ou o suficiente):

Se alguma coisa não estiver dando certo, é porque não contém qualquer virtude ou substância que dá vida. Descarte-a, por não ser um pensamento correto [...] (é) cristianismo de baixo nível [...] (TILTON apud ANKERBERG e WELDON, 1996, p. 72).

Seguindo esse raciocínio, segue abaixo uma lista ampliada de personagens bíblicos que viveram debaixo do "jugo do Inimigo":

- Eliseu (2 Rs 13.14-21) Enfermidade

- João Batista (Mt 3.4) Pobreza

- Jesus (Lc 2.21-24 com Lv 12.8) Pobreza (imagina que nem ele escapou!!!!)

- Lázaro (Jo 11.1-5) Enfermidade

- Pedro e João (At 3.1-6) Pobreza

- Paulo (2 Co 6.10) Pobreza

- Epafrodito (Fp 2.27) Enfermidade

- Timóteo (1 Tm 5.23) Enfermidade

- Trófimo (2 Tm 4.20) Enfermidade

Certamente conhecemos na atualidade, homens e mulheres de Deus (como os citados acima), que se encontram enfermos ou vivem em situação de pobreza (alguns inclusive vivenciam as duas situações). Será que todos eles estão debaixo do jugo de Satanás. Embora o Inimigo possa promover enfermidades e pobreza, nem toda enfermidade e pobreza surgem da parte dele:

"Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." (Lm 3.39)

Se não fizermos exames de saúde periódicos ou não tivermos uma boa educação alimentar, e isto resultar numa enfermidade, a culpa é do Diabo? É claro que não, a culpa é nossa!

Se não administrarmos bem as finanças, não tratarmos com cuidado o orçamento doméstico, se fizermos um mau investimento, a culpa sempre será do Inimigo?

Volto a ressaltar que fatores sociais, econômicos, culturais e pessoais são a causa de muitos sofrimentos e privações na vida do cristão.

A prosperidade é uma doutrina bíblica (Dt 28.1-14; Js 1.8; Sl 1.1-3, 1 Co 16.1-2 etc), mas, uma vez desassociada de seu contexto, reduzida ao simples fator financeiro e transformada em mera barganha, resultará em distorções e prejuízos de ordem espiritual e material para os seus propagadores e seguidores.

Que o Senhor continue nos livrando destes “ventos de doutrina” que nos induzem ao erro e ao engano (Ef 4.14).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Baseado nas argumentações aqui expostas torna-se claro que a ascensão da Teologia da Prosperidade no meio pentecostal brasileiro (com ênfase nas Assembleias de Deus), dá-se, principalmente em razão da:

- Desconfiança ou ignorância sobre a necessidade da formação teológica de suas lideranças e de seus ministros;

- Desconhecimento das bases históricas e teológicas do Evangelho ou Teologia da Prosperidade;

- Ênfase desmedida nos dons espirituais, em detrimento de uma análise e interpretação bíblica séria e profunda;

- Descasos e omissões de Conselhos e Comissões especializadas, que por questões políticas ou outras, não se posicionam firmemente contra as condutas e posicionamentos teológicos equivocados;

- Oportunismo ou desespero de alguns pastores e televangelistas, que se aproveitam da realidade econômica do país e de suas desigualdades sociais, associadas à falta de criticidade de seus "seguidores", tornando-os objetos de fácil engano e manipulação.

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Abra uma discussão em classe sobre o tema Teologia da Prosperidade (ou da Vitória Financeira) para que se chegue ao entendimento de que a defesa exagerada da "pobreza" ou da "riqueza", por parte de quem quer que seja, são posicionamentos equivocados à luz da Palavra de Deus.


4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS
ANKEBERG, John; WELDON, John. Os fatos sobre o Movimento da Fé: qual a sua origem, o que ensina, a quem prejudica: Porto Alegre-RS: Chamada da Meia-Noite, 1996.
Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira
. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2007.
Bíblia de Estudo NTLH
. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barueri-SP, SBB, 2005.
Bíblia de Estudo Pentecostal
. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida Edição de 1995. Flórida-EUA: CPAD/ Life publishers, 1995.
Bíblia Sagrada Nova Versão Internacional.
Edição Especial projeto Minha Esperança Brasil. São Paulo: SBI-STL Brasil, 2008.
Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri-SP: SBB, 1996.

Bíblia Sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri-SP: SBB, 1996.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyla, 1999.

PIERATT, alan B. O Evangelho da Prosperidade: análise e resposta. São Paulo: Edições Vida Nova, 1993.
ROMEIRO, Paulo. Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. 6. ed. São Paulo: Mundo Cristão, 1996.


Boa aula!

Fonte: Blog do Pastor Altair Germano

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